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Óleo encontrado em praias do Ceará em dezembro é uma nova substância, diz Marinha

Os vestígios de óleo encontrados no fim de dezembro em praias do litoral oeste do Ceará, como nas cidades de Amontada e Itapipoca, não têm a mesma origem das manchas que infestaram os mares do Nordeste e de parte do Sudeste brasileiros em agosto de 2019. A informação foi dada pela Marinha, após análises de amostras feitas pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).

Até o dia 16 de janeiro, data do mais recente levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), foram 999 pontos atingidos pelas manchas de óleo em todo país. A contaminação atingiu todos os nove estados do Nordeste, além de praias do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O contra-almirante Valicente, comandante da segunda divisão da esquadra da Marinha, esclareceu que não existe, no momento, nenhuma praia com vestígio de óleo no Ceará.

“Nós tivemos agora, no dia 30 de dezembro, praias que foram afetadas por outro óleo. Chegou um óleo que foi identificado, fizemos análise e identificamos que não é o mesmo que apareceu no nosso litoral”, diz.

Atualmente, está atracado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, o Navio Doca Multipropósito, que integra a 3ª Fase da Operação “Amazônia Azul-Mar Limpo é Vida!”. A ação monitora as manchas de óleo que apareceram no litoral brasileiro. Ainda segundo o comandante, é feito, nestas quinta e sexta-feiras, um sobrevoo de cerca de 200 km pela costa cearense, passando por Itapipoca e Amontada, buscando vestígios que, porventura, ainda existam.

“A partir desse ponto, e nessa terceira fase da ‘Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida’, nós vamos identificar o endpoint, que será o término dessa operação. Nós poderemos assegurar à sociedade brasileira que as nossas praias estão livres desse óleo. Claro que os impactos ambientais são avaliados pelo Ibama e pelas diversas secretarias e agências. Nós estamos bem próximo de identificar, se tudo ocorrer bem, estamos chegando ao término dessa operação”, colocou o contra-almirante Valicente.

Manchas de óleo sugiram nas praias do Ceará no ano passado — Foto: Helene Santos/SVM
Manchas de óleo sugiram nas praias do Ceará no ano passado — Foto: Helene Santos/SVM

Manchas nas praias

A origem da poluição nas praias ainda é desconhecida. Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), do Ibama, diz que “perdemos o timing” para encontrar o que causou o maior desastre ambiental do litoral do país.

Há registro de manchas de óleo nos 9 estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e também no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

O Ibama mudou a metodologia para registrar os locais. Agora, o conceito de localidade utilizado pelo Ibama se restringe a uma área de até 1 km ao longo da costa. Portanto, uma praia com uma faixa de areia com 10 km possui 10 localidades. Isso fez com que houvesse um crescimento no número de locais atingidos em novembro e dezembro.

Por G1 CE

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